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05 agosto 2020

50 LIVROS SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL PARA DOWNLOAD GRATUITO


O período que se estende da época do descobrimento do Brasil até a chegada da família Real (1500-1808) é compreendido por muitos historiadores como o período colonial. Durante muito tempo, inúmeros foram os pesquisadores e estudiosos que se dedicaram para compreender esse longo recorte temporal, historiadores pioneiros como Capistrano de Abreu e Sergio Buarque de Holanda, se destacaram em seus escritos ao analisar a conjuntura política, econômica e social do Brasil durante o colonialismo português.

 iStock/iStock 


Esse colonialismo ainda é palco de estudo por outros historiadores contemporâneos que mesmo com muitos escritos sobre a temática, encontramos brechas, interrogações e problemáticas a serem respondidas e que a luz de novas análises é possível preencher tais lacunas. Sem mais rodeios, disponibilizo 50 livros em PDF sobre a História do Brasil Colonial, para acessar os arquivos basta clicar aqui.


03 agosto 2020

OS CAMINHOS DA ABOLIÇÃO NO MARANHÃO: ENTENDENDO O DISCURSO ABOLICIONISTA NA IMPRENSA CAXIENSE


O alvorecer do século XIX no Brasil não veio tão depressa como na Europa, enquanto países como a França, Inglaterra e Itália discutiam os efeitos das revoluções que levaram suas nações a outro patamar, o nosso país ainda vivia o sonhado conto de fadas monárquico, no entanto, a estruturas do governo vigente da época, começaram a balançar em meio as grande fissuras que iam se abrindo ao longo dos anos. Republicanos, maçônicos, revolucionários e abolicionistas tomaram o palco da história do nosso país já na metade do século XIX, estes últimos foram responsáveis por não só ajudar a pôr fim na monarquia, como também trazer uma nova maneira de se pensar e discutir política pelas Províncias do Brasil.
JORNAL O ABOLICIONISTA DE SÃO LUÍS - MA, 1885. 

Nesse período, na Província do Maranhão, como por exemplo, a cidade de Caxias tornou-se umas das mais importantes localidades onde os debates abolicionistas surtiram efeitos, provocando assim rivalidades entre influentes figuras politicas da região. Esses discursos advinham principalmente da imprensa, principal meio de informação da época, tais jornais não defendiam apenas o fim da escravidão, mas interesses políticos e comerciais.
O discurso ao qual tanto mencionam os periódicos, também estavam atrelado ao ideal de modernidade, afinal de contas a luta se empenhou também nos moldes do progresso, da moral e da civilidade e não se pode  pensar este conceito separado do outro (...) Desse modo, percebe-se nos discursos abolicionistas que a libertação dos escravizados era um modo de “livrar” a província da carga que por tanto tempo relegou ao Maranhão o status de “incivilidade”. Era como se a luta pela abolição tivesse importância apenas nos moldes do progresso, portanto lutar pela causa abolicionista era “ser civilizado e humanitário, era conceder alforrias, era dar provas de satisfação, bondade e elegância”,[1]. Pensar diferente disso, era ser contrário a “causa santa”[2] da liberdade; era ser contrário ao novo sentido que se tinha de povo e de nação. (SALAZAR, 2020, p. 05).

Portanto, para melhor compreendermos sobre os discursos abolicionistas no interior do Maranhão no século XIX, compartilho o artigo da professora de História Joselma da Cruz Salazar intitulado ENTENDENDO O DISCURSO ABOLICIONISTA NA IMPRENSA CAXIENSE.  Para a leitura completa do artigo click aqui.








[1] SILVA, Régia Agostinho da. A escravidão no Maranhão: Maria Firmina dos Reis e as representações sobre escravidão e mulheres no Maranhão na segunda metade do século XIX. (Tese de doutorado) – São Paulo, 2013, p.63.
[2] O periódico O abolicionista faz menção ao movimento abolicionista como uma causa que seria santa.